Nokia 6110 Navigator da VIVO: Propaganda Enganosa

Outubro 22nd, 2008

Alguém aí se lembra da propaganda do Nokia 6110 Navigator nas rádios do Rio de Janeiro? Não sei se em outras cidades eram assim, mas quem é daqui sabe.

“Fuja do trânsito, com Nokia 6110 Navigator com GPS integrado!”

Era só uma vinheta.

Pois é… na época uma atendente da vivo me convenceu a comprar esse tel ao invés do n95 porque o n95 não tinha no estoque naquela semana. O que ela queria mesmo era vender né… esses lances de cotas de vendedor… Enfim, ela me convenceu a levar este magnífico celular. (fato ocorrido final de março, inicio de abril)

De fato, o GPS funciona muuuito bem, fiquei realmente impressionado, muito bom mesmo. Porém, não consigo fugir do trânsito porque a opção “informações de tráfego” está disponível apenas para a EUROPA. Isso mesmo… esperimentem só!

Isso é propaganda enganosa.

Processei a VIVO no juizado de pequenas causas por propaganda enganosa, pedindo danos morais pela frustração e bla bla bla… A audiencia de conciliação é agora dia 29/10/2008. Desde que abri o processo (em julho) estou procurando propagandas desse celular pra levar na audiência, mas, misteriosamente, a vivo retirou de circulação o aparelho e qualquer propaganda dele. No site vc o encontra pra comprar, mas nunca tem no estoque.

Enfim, só queria compartilhar essa história, e saber se algum de vcs se lembra dessa propaganda, ou tem algum registro, panfleto, gravação, vídeo, com essa propaganda enganosa.

Valeu galera!

Virtualização com XEN no Debian Etch

Julho 19th, 2008
  • INTRODUÇÃO

O objetivo deste tutorial é mostrar as instruções passo a passo para instalar o XEN em um Debian Etch pré instalado (sistema básico) e com os repositórios corretamente configurados. Todos os programas utilizados se encontram no repositório do Etch, logo, não será feito uso de arquivos externos, tão pouco será necessário compilar alguma coisa.

Antes de começarmos, vamos a algumas definições utilizadas neste tutorial:

Dom0 -> Máquina hospedeira (host), onde será instalado o Xen Hypervisor

DomU -> Máquinas virtuais, abreviando Unprivileged Domain

LVM -> Acrônimo para a expressão inglesa Logical Volume Management para designar um padrão de gerenciamento de partições em disco IDE/SCSI/FC. Foi desenvolvido inicialmente pela IBM, seguindo-se outras empresa e instituições, como HP e a Open Group.

Ao contrário do método tradicional de particionamento, a implementação LVM cria um grande disco virtual, que pode inclusive ter mais de um dispositivo de armazenamento, e divide em partições virtuais. A grande vantagem é permitir o redimensionamento das áreas de modo dinâmico, ou seja, com o sistema operacional sendo utilizado. (fonte Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/LVM)

  • INSTALAÇÃO

Depois de se logar em um console (modo texto) como ROOT, vamos começar com o Kernel, libc e todas as ferramentas necessárias para o funcionamento do XEN:

lab04est011:~# apt-get install linux-image-2.6-xen-vserver-686 xen-hypervisor-3.0.3-1-i386-pae xen-tools xen-linux-system-2.6.18-4-xen-vserver-686 linux-headers-2.6-xen-vserver-686 libc6-xen bridge-utils lvm2

Agora já temos o XEN Hypervisor instalado, assim como o seu Kernel “patcheado”.

Antes de dar o boot no novo Kernel é necessário alterar algumas configurações em /etc/xen/xend-config.sxp para que a rede das máquinas virtuais funcionem em modo bridge

lab04est011:~# vim /etc/xen/xend-config.sxp

Altere a linha

(network-script network-dummy)

para

(network-script network-bridge)

Agora vamos reiniciar o sistema pelo Kernel do XEN.

lab04est011:~# reboot

Dentro do novo sistema, vamos conferir como ficaram as interfaces de rede pelo comando ifconfig:

lab04est011:~# ifconfig
eth0 Encapsulamento do Link: Ethernet Endereço de HW 00:E0:7D:FB:DA:26
inet end.: 172.16.1.66 Bcast:172.16.1.255 Masc:255.255.255.0
endereço inet6: fe80::2e0:7dff:fefb:da26/64 Escopo:Link
UP BROADCASTRUNNING MULTICAST MTU:1500 Métrica:1
RX packets:345 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
TX packets:111 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
colisões:0 txqueuelen:0
RX bytes:37628 (36.7 KiB) TX bytes:15052 (14.6 KiB)

lo Encapsulamento do Link: Loopback Local
inet end.: 127.0.0.1 Masc:255.0.0.0
endereço inet6: ::1/128 Escopo:Máquina
UP LOOPBACKRUNNING MTU:16436 Métrica:1
RX packets:8 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
TX packets:8 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
colisões:0 txqueuelen:0
RX bytes:560 (560.0 b) TX bytes:560 (560.0 b)

peth0 Encapsulamento do Link: Ethernet Endereço de HW FE:FF:FF:FF:FF:FF
endereço inet6: fe80::fcff:ffff:feff:ffff/64 Escopo:Link
UP BROADCASTRUNNING NOARP MTU:1500 Métrica:1
RX packets:492 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
TX packets:122 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
colisões:0 txqueuelen:1000
RX bytes:47544 (46.4 KiB) TX bytes:16658 (16.2 KiB)
IRQ:19 Endereço de E/S:0xe400

vif0.0 Encapsulamento do Link: Ethernet Endereço de HW FE:FF:FF:FF:FF:FF
endereço inet6: fe80::fcff:ffff:feff:ffff/64 Escopo:Link
UP BROADCASTRUNNING NOARP MTU:1500 Métrica:1
RX packets:111 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
TX packets:345 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
colisões:0 txqueuelen:0
RX bytes:15052 (14.6 KiB) TX bytes:37628 (36.7 KiB)

xenbr0 Encapsulamento do Link: Ethernet Endereço de HW FE:FF:FF:FF:FF:FF
endereço inet6: fe80::200:ff:fe00:0/64 Escopo:Link
UP BROADCASTRUNNING NOARP MTU:1500 Métrica:1
RX packets:202 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
TX packets:0 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
colisões:0 txqueuelen:0
RX bytes:20653 (20.1 KiB) TX bytes:0 (0.0 b)

lab04est011:~#

peth0 -> interface utilizada para fazer o bridge entre as interfaces virtuais e a interface real

vif0.0 -> interfacel utilizada para que o Dom0 se comunque com a rede.

xenbr0 -> bridge que contém peth0 e vifX.Y

Cada interface de rede de cada máquina virtual criada terá uma interface correspondente no Dom0, chamada de vifX.Y, onde X representa o domínio e Y o número da placa de rede da máquina virtual. Resumindo, a primeira interface de rede da terceira máquina virtual se chamaria vif2.0 no Dom0. A segunda interface de rede da primeira máquina virtual se chamaria vif1.1 no Dom0. E por aí vai… lembre-se que a contagem começa com 0 (zero).

  • CRIANDO O SISTEMA BASE (MODELO)

Vamos gerar um sistema base do Debian e usá-lo como modelo para esta e futuras máquinas virtuais que venham a ser criadas. Para fazer isso, utilizamos a ferramenta debootstrap.

O debootstrap cria uma instalação do Debian (apenas sistema base) em um diretório. Vamos criar uma pasta para receber este sistema base.

lab04est011:~# mkdir base

O debootstrap precisa de uma fonte para baixar os arquivos do sistema básico do debian. Podemos usar o próprio CD1 de instalação do Debian, ou até mesmo um repositório online. Neste tutorial vamos utilizar o CD1 do Debian.

Insira o CD1 do Debian Etch na unidade de cdrom e monte-o em /mnt:

lab04est011:~# mount /dev/cdrom /mnt

Agora vamos criar o sistema base na pasta “base”. Esta operação pode demorar um pouco:

lab04est011:~# debootstrap etch base file:/mnt

E desmontamos o cdrom

lab04est011:~# umount /dev/cdrom

Precisamos configurar alguns arquivos da base que não veem configurados pelo debootstrap. Vamos utilizar os arquivos do Dom0, copiando-os para a base e alterá-los quando necessário, na hora de copiar a base para a partição da máquina virtual:

lab04est011:~# cp /etc/fstab base/etc

lab04est011:~# cp /etc/hosts base/etc

lab04est011:~# cp /etc/apt/* base/etc/apt/

lab04est011:~# cp /etc/network/interfaces base/etc/network/

É preciso copiar os módulos do Kernel do XEN para o sistema base:

lab04est011:~# cp -arpv /lib/modules/2.6.18-6-xen-vserver-686 base/lib/modules/

  • CRIANDO AS MÁQUINAS VIRTUAIS

O primeiro passo é criar os volumes lógicos que vão abrigar as máquinas virtuais. Desmonte a partição que vai receber os volumes lógicos, caso ela esteja montada. Neste exemplo é /dev/hda3.

lab04est011:~# umount /dev/hda3

Obs.: Não podemos esquecer de remover eventuais entradas desta pastição no arquivo /etc/fstab !

Preparando a partição para receber os volumes lógicos:

lab04est011:~# pvcreate /dev/hda3

Criando o grupo lógico chamado VM:

lab04est011:~# vgcreate vm /dev/hda3

Agora vamos criar as partições que vão abrigar nossa primeira máquina virtual (vou chamá-la de VM1). Por questões didáticas de simplificação, criarei a máquina virtual utilizando todos os arquivos em uma única partição. Logo, teremos apenas duas partições: / e SWAP.

Criando a partição “/” com 2Gb em /dev/vm/vm1.raiz:

lab04est011:~# lvcreate -L2G -n vm1.raiz vm

Criando a partição SWAP, com 512Mb em /dev/vm/vm1.swap:

lab04est011:~# lvcreate -L512M -n vm1.swap vm

Criando o sistema de arquivos EXT3 na partição “/”:

lab04est011:~# mkfs.ext3 /dev/vm/vm1.raiz

Setando a partição /dev/vm/vm1.swap como swapspace:

lab04est011:~# mkswap /dev/vm/vm1.swap

Agora vamos montar a partição raiz da máquina virtual em /mnt

lab04est011:~# mount /dev/vm/vm1.raiz /mnt

E copiar o sistema base para a partição

lab04est011:~# cp -arpv base/* /mnt/

Precisamos configurar alguns arquivos na máquina virtual. Mas antes, vamos dar um chroot em /mnt

lab04est011:~# chroot /mnt

Agora vamos atualizar o sistema

lab04est011:~# apt-get update

lab04est011:~# apt-get upgrade

Instalar o pacote libc6-xen, que resolve o bug das mensagens do kernel

lab04est011:~# apt-get install libc6-xen

Agora vamos configurar o /etc/fstab

lab04est011:~# vim /etc/fstab

# /etc/fstab: static file system information.
#
# <file system> <mount point> <type> <options> <dump> <pass>
proc /proc proc defaults 0 0
/dev/hda2 / ext3 defaults,errors=remount-ro 0 1
/dev/hda1 none swap sw 0 0
/dev/hdb /media/cdrom0 udf,iso9660 user,noauto 0 0
/dev/fd0 /media/floppy0 auto rw,user,noauto 0 0

Este é o arquivo é uma cópia do /etc/fstab do Dom0, lembra? Precisámos editá-lo para que se adeque à realidade da nossa máquina virtual, que possui apenas 2 partições (raiz e swap). Altere o arquivo para que ele fique como o abaixo:

# /etc/fstab: static file system information.
#
# <file system> <mount point> <type> <options> <dump> <pass>
proc /proc proc defaults 0 0
/dev/hda2 / ext3 defaults,errors=remount-ro 0 1
/dev/hda1 none swap sw 0 0

Porque escolhemos /dev/hda1 para swap e /dev/hda2 para raiz?? As partições criadas não eram /dev/vm/vm1.raiz e /dev/vm/vm1.swap???

Calma… isso será explicado no passo de criação do arquivo de inicialização da máquina virtual.

Agora vamos configurar a interface de rede da máquina virtual. edite o arquivo /etc/network/interfaces

lab04est011:~# vim /etc/network/interfaces

# This file describes the network interfaces available on your system
# and how to activate them. For more information, see interfaces(5).

# The loopback network interface
auto lo
iface lo inet loopback

# The primary network interface
auto eth0
iface eth0 inet dhcp

Neste tutorial utilizaremos um IP atribuído por um servidor DHCP. Neste caso, a configuração acima está adequada. No caso de usarmos IP fixo, devemos configurar este arquivo conforme abaixo:

# This file describes the network interfaces available on your system
# and how to activate them. For more information, see interfaces(5).

# The loopback network interface
auto lo
iface lo inet loopback

# The primary network interface
auto eth0
iface eth0 inet static
address xxx.xxx.xxx.xxx # ip desejado
netmask xxx.xxx.xxx.xxx # máscara de rede
gateway xxx.xxx.xxx.xxx # ip do gateway

No caso de IP fixo, não podemos esquecer de configurar o arquivo /etc/resolv.conf

lab04est011:~# echo nameserver xxx.xxx.xxx.xxx > /etc/resolv.conf

Onde xxx.xxx.xxx.xxx é o IP do servidor DNS.

Agora vamos configurar o arquivo /etc/hosts

lab04est011:~# vim /etc/hosts

127.0.0.1 localhost
127.0.1.1 lab04est011.local lab04est011

# The following lines are desirable for IPv6 capable hosts
::1 ip6-localhost ip6-loopback
fe00::0 ip6-localnet
ff00::0 ip6-mcastprefix
ff02::1 ip6-allnodes
ff02::2 ip6-allrouters
ff02::3 ip6-allhosts

Altere-o para que fique como abaixo:

127.0.0.1 localhost
127.0.1.1 vm1

# The following lines are desirable for IPv6 capable hosts
::1 ip6-localhost ip6-loopback
fe00::0 ip6-localnet
ff00::0 ip6-mcastprefix
ff02::1 ip6-allnodes
ff02::2 ip6-allrouters
ff02::3 ip6-allhosts

E por último, vamos definir o hostname com o comando

lab04est011:~# echo vm1 > /etc/hostname

E configurar o locales

lab04est011:~# apt-get install locales

lab04est011:~# dpkg-reconfigure locales

Selecione os locales que desejar. Neste caso utilizaremos os listados abaixo por questão de compatibilidade:

[*] pt_BR ISO-8859-1

[*] pt_BR.UTF-8 UTF-8

Depois escolha como padrão “pt_BR.UTF-8″.

Agora saímos do ambiente chroot e desmontamos a partição /dev/vm/vm1.raiz

lab04est011:~# exit

lab04est011:~# umount /dev/vm/vm1.raiz

Vamos agora criar o script de inicialização da máquina virtual.

Os scripts devem ficar na pasta /etc/xen. Vamos criar um para a nossa “vm1″

lab04est011:~# vim /etc/xen/vm1

name = “vm1″
kernel = “/boot/vmlinuz-2.6.18-6-xen-vserver-686″
ramdisk = “/boot/initrd.img-2.6.18-6-xen-vserver-686″
memory = 128
root = “/dev/hda2 ro”
disk = [ 'phy:/dev/vm/vm1.raiz,hda2,w', 'phy:/dev/vm/vm1.swap,hda1,w' ]
vif = [ 'mac=00:00:00:00:00:01' ]

E finalmente chegou o momento de ligarmos a máquina virtual.

lab04est011:~# xm create -c vm1

Entre com o usuário root. O sistema não vai pedir senha porque a mesma ainda nao foi criada, então criá-la:

vm1:~# passwd

E converter o passwd para shadow

vm1:~# pwconv

E pronto!

Para sair do console da máquina virtual, use a sequência de teclas CTRL+].

Para que a máquina virtual inicia automaticamente a cada boot do Dom0, crie a pasta /etc/xen/auto

lab04est011:~# mkdir /etc/xen/auto

E crie links simbólicos apontando para o script de inicialização da máquina:

lab04est011:~# ln -s /etc/xen/vm1 /etc/xen/auto/vm1

  • ADMINISTRAÇÃO DAS MÁQUINAS VIRTUAIS

Abaixo segue uma lista com alguns comandos para administrar as máquinas virtuais:

Desligando uma máquina virtual:

lab04est011:~# xm shutdown -H vm1

Reiniciando uma máquina virtual:

lab04est011:~# xm reboot vm1

Desligando abruptamente uma máquina virtual:

lab04est011:~# xm destroy vm1

ATENÇÃO: Este comando é equivalente ao desligamento abrupto de uma máquina real (ex faltar luz). Só utilize-o em casos extremos, por exemplo, perda de controle da máquina virtual. O uso deste comando poderá causar danos como o corrompimento do filesystem e a perda de dados.

Listando as máquinas virtuais que estão ligadas:

lab04est011:~# xm list

Ao listar as máquinas, poderão aparecer algumas letras que indicam o estado das
mesmas. As principais são:
­ r (running): indica que a máquina está executando alguma tarefa;
­ b (blocked): indica um bloqueio de atividade, geralmente causado por espera para acesso a
dispositivos;
­ p (paused): indica que a VM sofreu pausa (veja a seguir como estabelecer pausa na
execução);
­ s (shutdown): indica que a máquina está em processo de shutdown;
­ c (crashed): indica que máquina sofreu um “crash”. Essa situação deve ser do conhecimento
do hypervisor para que o estado “c” seja listado;
­ d (dying): indica que a máquina está saindo do ar mas ainda não terminou por algum motivo
temporário. Esse estado geralmente ocorre durate shutdown ou crash da máquina.

Um TOP do sistema e das máquinas virtuais:

lab04est011:~# xm top

Pausar uma máquina virtual:

lab04est011:~# xm pause vm1

Tirar a pausa:

lab04est011:~# xm unpause vm1

Mudar a quantidade de memória da máquina virtual em “tempo de execução”:

lab04est011:~# xm mem-set vm1 512

Para maiores informações, e mais comandos, consulte a documentação do XEN, ou digite:

lab04est011:~# man xm

  • COMANDOS ÚTEIS PARA MANIPULAR VOLUMES LÓGICOS

Listar volumes físicos:

lab04est011:~# pvs

Remover volumes físicos

lab04est011:~# pvremove /dev/hda3

Listar os grupos e as suas informações:

lab04est011:~# vgs

Remover um grupo de volumes:

lab04est011:~# vgremove vm

Listar os volumes lógicos definidos:

lab04est011:~# lvs

Remover um volume lógico:

lab04est011:~# lvremove /dev/vm/vm1.raiz

Renomear um volume lógico:

lab04est011:~# lvrename /dev/vm/vm1.taiz /dev/vm/vm2.raiz

Redimensionar um volume lógico:

lab04est011:~# lvresize -L -5G /dev/vm/vm1.raiz

Obs: Ao redimensionar um volume lógico, parte do sistema de arquivos (caso exista) será perdido. Se não houver dados ou sistema de arquivos, bastará formatar o volume lógico (mkfs.ext3 /dev/vm/vm1.raiz, por exemplo). Caso haja dados, a primeira opção será fazer um backup dos mesmos para um posterior retorno. A segunda opção será redimensionar o sistema de arquivos. Para cada tipo de sistema de arquivos haverá um comando próprio para esta ação. É importante ressaltar que o redimensionamento do sistema de arquivos também poderá causar perda de dados.

Como queimar uma ISO pelo modo texto?

Maio 9th, 2008

Continuando a série “como eu faço isso sem o modo gráfico?”, eis aqui a dica de como gravar uma imagem iso num CD ou DVD pela linha de comando.

Quem faz essa mágica é o cdrecord. No modo texto, ou numa janela de terminal, faça:

cdrecord dev=/dev/cdrom -data /caminho/do/arquivo.iso -v -v

Os “-v” ’s são para dar verbose duplamente, ou seja, a saída do programa será bastante detalhada.

Se você tiver um CD ou DVD RW, você pode também usar o cdrecord para apagá-lo:

cdrecord dev=/dev/cdrom blank=fast

Se você não possui o cdrecord instalado:

sudo apt-get install cdrecord # no ubuntu

apt-get install cdrecord # no debian, como root

yast -i cdrecord # no SUSE, como root

Em breve postarei um tutorial para criação de uma ISO com seus arquivos.

Problema Resolvido: VMware Server 1.0.5 no Ubuntu Hardy Heron (8.04) LTS, kernel 2.6.24

Maio 8th, 2008

Assim que instalei o novo Ubuntu (8.04) no meu notebook, me deparei com um problema: o VMware Server não instalava, dando erro em algumas libs. Resolvi escrever um mini-tutorial explicando como resolver o problema.

Obs: esta dica serve para qualquer distro com o kernel 2.6.24, fazendo-se apenas algumas modificações nos caminhos dos arquivos.

Primeiro, baixe o VMware Server 1.05 e o patch vmware-any-any-update115. Não esqueça de instalar os pacotes necessários ao vmware:

sudo apt-get install openbsd-inetd build-essential linux-headers-$(uname -r)

Instale o VMware como de costume até aparecer um erro na compilação. Extraia o pacote de update:

tar -xzvf vmware-any-any-update115.tar.gz

e rode o runme.pl

cd vmware-any-any-update115

./runme.pl

O patch continua a instalação do VMware automaticamente. Ao final do processo você vai notar que não consegue rodar o VMware. Aí vem o pulo do gato. Rode os comandos:

sudo cp /usr/lib/libpng12.so.0 /usr/lib/vmware/lib/libpng12.so.0/

sudo cp /usr/lib/gcc/i486-linux-gnu/4.2.3/libgcc_s.so /usr/lib/vmware/lib/libgcc_s.so.1/libgcc_s.so.1 # se o seu Ubuntu é 32bit

ou

sudo cp /usr/lib/gcc/x86_64-linux-gnu/4.2.3/libgcc_s.so /usr/lib/vmware/lib/libgcc_s.so.1/libgcc_s.so.1 # se você usa a versão 64bit

Pronto! É só rodar o vmware e ir pro abraço!

Manipulando arquivos .gz, .tar.gz e .tar.bz2 no Linux

Abril 28th, 2008

Muita gente recém chegada ao Linux sente dificuldade ao lidar com arquivos compactados. Tudo bem que há uma grande facilidade para extrair o conteúdo desses arquivos pela interface gráfica, mas e quando só temos a tela preta com o cursor piscando? Como fazer? Segue um mini tutorial sobre manipulação desses tipos de arquivos pelo modo texto.

Extraindo arquivos

Para extrair os arquivos compactados no formato .tar.gz, faça:

tar -xzvf arquivo.tar.gz

E no formato .tar.bz2:

tar -jxvf arquivo.tar.bz2

* Você precisa ter o pacote bzip2 instalado

Para extrair o conteúdo de um arquivo .gz, basta fazer:

gunzip nomedoarquivo.gz

* Note que após a operação, o arquivo .gz some, dando lugar ao arquivo original.

Comprimindo arquivos

Para criar arquivos .tar.gz:

tar czvf arquivo.tar.gz arquivos

E para criar arquivos .tar.bz2:

tar cjvf arquivo.tar.bz2 arquivos

Para compactar usando o gzip:

gzip arquivo

* Note que após a operação, o arquivo some, dando lugar ao arquivo .gz.

Maiores informações:

man tar

man gzip

Ies4Linux: Internet Explorer no Linux

Abril 28th, 2008

Sabe aqueles momentos em que você morre de raiva porque não consegue abrir seu site favorito no Firefox? E quando você não consegue acessar o site do seu banco? Seus problemas acabaram!
A dica pode parecer estranha, mas porque você não abre com o Internet Explorer? Já sei: “Mas o Internet Explorer é do Windows…”. Eis a solução!

IEs4Linux é a forma mais simples de ter o Microsoft Internet Explorer rodando no Linux.

Para instalar, verifique se você possui os pacotes wine e cabextract instalados. Se você usa Ubuntu ou Debian, use os comandos:

dpkg -l |grep -i wine

dpkg -l |grep -i cabextract

Se você usa SUSE ou algum outro sabor de Linux que utiliza sistema de empacotamento RPM, use os comandos:

rpm -qa |grep -i wine

rpm -qa |grep -i cabextract

Se não tiver esses pacotes instalados, faça:

sudo apt-get install wine cabextract  # no o ubuntu

apt-get install wine cabextract  # no debian, como root

yast -i wine cabextract # no SUSE, como root

Aí é só baixar aqui o pacote .tar.gz da última versão, extraí-lo, rodar o “ies4linux” e seguir as instruções. Para facilitar, aí vai um comando no estilo “One Liner” que baixa o pacote, extrai e roda o executável ies4linux. Rode-o numa janela de terminal.

wget http://www.tatanka.com.br/ies4linux/downloads/ies4linux-latest.tar.gz && tar zxvf ies4linux-latest.tar.gz && cd ies4linux-* && ./ies4linux

Agora sim, você vai poder voltar a mandar torpedos pelo site da OI, dentre outras coisas :)

Usando o Postfix como Gateway para filtro de mensagens (ClamAV + SpamAssassin) no Debian Etch

Abril 25th, 2008

Hoje eu precisei ajudar um amigo a configurar um Postfix no firewall para que ele receba as mensagens de correio eletrônico, filtre seu conteúdo e mande-as para o servidor de correio interno (Qmail). Resolvi postar a solução aqui no blog, baseada nas documentações encontradas neste link e neste link.

Vamos lá. Para instalar o Postfix, o Clamav e o Spamassassin:

apt-get install postfix spamassassin spamc clamav

Agora edite o arquivo /etc/defaults/spamassassin e mude ENABLED=0 para ENABLED=1. Edite também o arquivo /etc/spamassassin/local.cf e descomente as linhas:

rewrite_header Subject *****SPAM*****

report_safe 1

required_score 5

use_bayes 1

bayes_auto_learn 1

Inicie o serviço do spamassassin:

/etc/init.d/spamassassin start

Agora crie a pasta /var/spool/filter

mkdir /var/spool/filter

chown clamav /var/spool/filter

Dentro do arquivo /etc/postfix/master.cf procure pela linha que começa com smtp inet e altere para que fique como abaixo:

smtp inet n - n - - smtpd

-o content_filter=clamav:clamav

Dentro do mesmo arquivo, adicione após a última linha:

clamav unix - n n - 15 pipe

flags=Rq user=clamav argv=/usr/lib/postfix/clamav-filter.sh -f ${sender} — ${recipient}

Ainda no master.cf, procure a linha que começa com a palavra local e comente-a.

Agora vamos para o arquivo /etc/postfix/main.cf. Procure as linhas abaixo, altere as que existirem como está abaixo (ou acrescente as linhas que nao existirem):

myorigin = seudominio.com

mydestination =

local_recipient_maps =

local_transport = error:local mail delivery is disabled

mynetworks = 127.0.0.0/8 12.34.56.0/24 # sua rede interna

relay_domains = correio.local # a sua maquina de correio para a qual o gateway vai mandar os emails

parent_domain_matches_subdomains = debug_peer_list smtpd_access_maps

relay_recipient_maps =

transport_maps = hash:/etc/postfix/transport

command_time_limit = 1h

Agora, crie o arquivo /etc/postfix/transport com a linha:

seudominio.com smtp:correio.local

Execute:

postmap /etc/postfix/transport

Baixe o script do Deives Michellis para a pasta /usr/lib/postfix

cd /usr/lib/postfix

wget http://www.parruda.net/downloads/clamav-filter.sh

chmod +x clamav-filter.sh

E pronto! Agora mande um

/etc/init.d/postfix restart

tail -f /var/log/mail.info

e monitore se as mensagens estão sendo repassadas para o seu servidor da rede local, e se estão indo filtradas!

Emesene: clone do Live Messenger no Linux

Abril 25th, 2008

O Emesene é um cliente MSN feito em Python+GTK, cujo objetivo é ser uma alternativa parecida com o Live Messenger do Windows. Com interface amigável, leve e bonita, é a alternativa perfeita para quem não usa áudio ou vídeo.

Infelizmente o projeto ainda não suporta transmissão de áudio, vídeo, e nem de Winks, mas, segundo os desenvolvedores, tudo isso virá na próxima versão.

Para instalar é bem fácil, se você usa o Ubuntu Hardy Heron (8.04), pasta rodar o comando no terminal:

sudo apt-get install emesene

Mas se você preferir instalar na mão, baixe aqui o pacote tar. É só descompactar

tar -xzvf emesene-rc.tar.gz

e rodar o script emesene

cd emesene-rc

./emesene

Se você quiser mais informações como colaborar com o desenvolvimento e/ou tradução do Emesene, dicas para temas e afins, acesse o WIKI ou o Fórum do projeto e saiba como.

Como criar um servidor de Teamspeak no Ubuntu Hardy Heron (8.04)

Abril 24th, 2008

Um amigo meu que é novato no Linux me pediu ajuda para montar um servidor de TeamSpeak no Ubuntu. Resolvi postar aqui no blog um mini How-To usando linha de comando.

Abra uma janela de terminal (Aplicações -> Acessórios -> Terminal) e digite:

sudo apt-get update

sudo apt-get install teamspeak-server

Após a instalação, inicie o serviço:

sudo /etc/init.d/teamspeak-server start

Verifique se o teamspeak-serv está rodando:

netstat -natupe |grep teamspeak

As senhas de admin e superadmin se encontram no arquivo /etc/teamspeak-server/passwords. Para visualizá-las, execute o comando:

cat /etc/teamspeak-server/passwords

ATENÇÃO!! Não apague e nem altere esse arquivo. Alterar as senhas dentro dele não alterará as senhas de acesso à interface de configuração.

Estas senhas são necessárias para acessar a parte gráfica de configuração do TeamSpeak Server. Para acessá-la, abra uma janela do Firefox e digite localhost:14534. Entre com o usuario superadmin e a senha que se encontra no arquivo passwords. Dentro desse painel de configuração você pode definir coisas como o título do servidor e as permissões dos usuários.

Visite o fórum do TeamSpeak para maiores informações e dicas.

Olá, mundo!

Abril 22nd, 2008

Finalmente resolvi tomar vergonha na cara e criar um blog para ajudar a comunidade Linux, da qual na maioria das vezes só suguei informações. O objetivo deste blog é fornecer dicas e tutoriais relacionados ao nosso querido pingüim.

Então, como primeiro post, vamos para as apresentações. Me chamo Paulo Arruda, moro no Rio de Janeiro e tenho 25 anos.

Meu primeiro contato com o Linux foi no ano de 1997, aos 14 anos, quando meu irmão chegou em casa com uma caixinha vermelha com um pingüim desenhado (a qual guardo até hoje!). Ná época eu tinha um 486 com 20mb de ram, vídeo trident 8440 de 1mb, e era usuário do Windows 95, e já havia passado pelo MSDOS 6.22 e o Windows 3.11. Lembro-me até hoje das palavras do meu irmão: ” - Instala aí no nosso computador e me diz se isso funciona!”. Abri a caixa de pandora e destrinchei todo o manual. Aprendi sobre o sistema de arquivos, alguns comandos básicos, etc. Resolvi encarar o desafio e instalei. Infelizmente já faz muito tempo e eu não me lembro qual foi a minha primeira impressão. Mas eu lembro do quão difícil era entrar na internet. E olha que eu tinha um Hard Modem da US Robotics 33.6 com upgrade pra 56k! Usuários de Soft Modem não tinham vez. Para me conectar, se me lembro bem, eu usava um programa de terminal de modem chamado Minicom. Eu entrava no Minicom, discava usando os ATDT’s da vida e, quando conseguia, entrava com meu nome e senha do provedor. Depois, rapidamente eu corria para outro terminal e usava pppd /dev/modem defaultroute. Ê saudade!
E o KDE 1 que demorava quase 5 minutos para iniciar no meu 486? Eu era um garoto paciente hehehe…
Poucas coisas além disso me restam de lembrança. Lembro-me de usar um programa chamado KvoiceControl para controlar o computador via comandos de voz. Era bem interessante. E o licq? Era o auge do ICQ e eu não podia ficar de fora só porque usava linux. E ouvir mp3 era um luxo para os que tinham computadores rápidos. Lembro-me de só conseguir ouvir mp3 em modo texto, pois pelo modo gráfico a música ficava pulando!

Foi aí que entrei no IRC pelo yagirc e conheci 3 caras que foram meus camaradas por muito tempo, com os quais infelizmente eu perdi o contato: Kov, _MaersK_ e Rocco. O Kov eu encontrei no FISL esse final de semana, pela primeira vez em 10 anos! Continuando… juntos, nós 4 fundamos um canal chamado #linuxbr para ajudar os usuários recém chegados ao Linux. Ele era razoavelmente frequentado. Tinha sempre uma média de 15 pessoas dentro do canal. Nessa época eu vi pela primeira vez o Enlightenment e seus efeitos, os quais me deixaram muito impressionado.

Mas, infelizmente, no final de 1999, após viver 2,5 anos intensos de Linux, fui forçado a retirá-lo por dois motivos:

1) Linux sem banda larga não rola. Na hora de instalar os programas eu esperava uma eternidade pra baixar, e quando ia instalar ele reclamava da versão do glib, ou seja, mais 1 dia de downloads. Isso me cansou muito.
2) Comprei um computador novo e potente para fazer gravações de audio multitrack, e na época o Linux não tinha ferramentas comparáveis ao Windows. Como precisava de todo espaço disponível no disco, fui forçado a não instalar o Linux nesse novo PC.

Mas com o passar dos anos e a popularização da internet, em 2003 pude assinar internet banda larga e voltei pro Linux, dessa vez com o Debian Woody. E desde então vinha usando o Linux junto com o Windows XP (por causa das minhas gravações), até conhecer o Ubuntu no final de 2006. Aboli o Windows da minha vida deste então.

No final de 2006 deixei de ser um simples usuário e comecei a trabalhar administrando servidores. Faço isso da minha vida desde então.

E pra finalizar, meus sabores de Linux favoritos são:

Aos que são dessa época, espero que seja tão saudoso ler este post como foi para mim escrevê-lo.

Um abraço galera, e agora começa!